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Reprodução Medicamente Assistida


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Injecção Intracitoplasmática De Espermatozóides (ICSI)

 

Indicações Masculinas

 

     Alteração moderada ou severa do sémen;

     Azoospermia;

     Anenjaculação;

     Ejaculação retrógrada;

     Doentes seropositivos;

     Diagnóstico Genético Pré-Implantação (DGPI).

 

 

 

Indicações Femininas

 

     Um FIV sem fecundação;

     ≥2 FIV sem gravidez;

     Baixo nº de ovócitos (≤4);

     Imaturidade ovocitária;

     Mulher com ≥35 anos;

     DGPI.

 

 

 

Aspiração dos folículos ováricos (dia 0)

 

          Por ecografia endovaginal, até 36h após a hCG. Efectua-se sob ligeira sedação endovenosa por anestesista.

     É uma técnica indolor que demora cerca de 5 minutos por ovário.

     No caso de se obterem ovócitos imaturos, estes são amadurecidos in vitro e microinjectados no dia seguinte.

 

 

 

Mulheres seropositivas

 

     Como não se pode testar a presença de vírus nos ovócitos, só é aceite para ICSI a mulher com carta do serviço de medicina interna a garantir que a paciente no presente momento não apresenta carga viral no sangue, passível de transmitir a doença ao feto, e que se encontra curada sem risco esperado de morte precoce.

 

 

 

Preparação dos espermatozóides (dia 0)

 

     Alteração moderada a severa do sémen. Como FIV.

     Se o paciente apresentar oligozoospermia severa, a amostra restante após a ICSI deve ser criopreservada.

 

               Ejaculação retrógrada

      Se o homem tem erecção e orgasmo mas não há saída de sémen, há que saber se o sémen foi ejaculado para trás (para a bexiga) em vez de o ser para o exterior. A ejaculação retrógrada é mais frequente nos homens com antecedentes de cirurgia a um tumor abdominal, com patologia da próstata, ou que foram operados à próstata. Com medicação oral alcaliniza-se a urina, 2-3 dias antes da colheita do sémen. Após urinar, o paciente efectua a masturbação. De seguida volta a urinar. A urina é lavada para se tentar obter os espermatozóides. Apenas se usam espermatozóides recuperados da urina se forem móveis.

     Em caso de imobilidade, efectua-se MESA/TESE.

 

               Anenjaculação

     Nas lesões neurológicas (traumatismos medulares, tumores da medula espinal, sequelas de cirurgia abdominal) e vasculares (diabetes, hipertensão), nos distúrbios psicológicos ou em consequência de fármacos, pode não haver erecção e/ou ejaculação. Nestes casos, o sémen pode ser obtido por vibração, electroejaculação, por aspiração do epidídimo (MESA) ou por aspiração testicular (TESA).

 

     Efectua-se a erecção e ejaculação assistida com vibrador médico. Se não resultar, deve-se utilizar a técnica da electroejaculação. Neste caso, efectua-se clister de limpeza intestinal e drenagem da bexiga com algália. Monitoriza-se a pressão arterial e dá-se por via oral um antihipertensor e por via endovenosa um sedativo e analgésico. De seguida, introduz-se uma sonda fina no canal anal, que dispara alguns ciclos de descargas eléctricas (indolor).

 

     Se não ocorrer ejaculação, ou se os espermatozóides forem imóveis, usa-se a MESA/TESA/TESE.

 

Homens seropositivos

 

     Exige-se carta do serviço de medicina interna a garantir que o paciente no presente momento não apresenta carga viral no sangue, passível de transmitir a doença ao feto, e que se encontra curado sem risco esperado de morte precoce. Recolha do sémen por masturbação, seguida de lavagem e purificação dos espermatozóides.

 

     Os espermatozóides purificados são divididos em duas metades e criopreservados. Uma das metades vai para análise molecular. Se a análise demonstrar a inexistência de material genético vírico, então a outra metade criopreservada (em quarentena) poderá ser usada para o tratamento por ICSI.

 

               Azoospermia obstrutiva

     Os espermatozóides são extraídos por punção do epidídimo (MESA). Se imóveis, efectua-se extracção de espermatozóides ou suas células precursoras (espermatídeos) por biópsia testicular (TESE).

 

               Azoospermia secretora

     Os espermatozóides ou suas células precursoras (espermatídeos) por biópsia testicular (TESE).

 

                                   Prognóstico na azoospermia secretora

     Na azoospermia secretora existem indicadores de prognóstico que se baseiam no volume testicular, nos níveis séricos da hormona FSH, no estudo do cariótipo, no estudo das mutações do cromossoma Y e no diagnóstico histológico de uma pequena biópsia testicular.

 

     Existem três grandes síndromes na azoospermia secretora:

     → Na síndrome de células de Sertoli, a taxa de sucesso da TESE é de 3-5%;

     Na paragem da maturação a taxa de sucesso da TESE é de 40%;

     Na hipo-espermatogénese, a taxa de sucesso da TESE é de 90%.

 

                                   Técnica

     É efectuada com anestesia local troncular por Urologista.

     É um processo indolor que demora cerca de 20 minutos, por testículo. Em caso de hipersensibilidade, o paciente pode requerer anestesia geral (<1% dos casos). Não tem complicações.

 

     Colhem-se fragmentos de 1-2 mm em pontos diferentes do testículo, parando mal se encontrem espermatozóides ou suas células precursoras (espermatídeos). No caso de presença de apenas células-mãe, efectua-se cultura in vitro.

     Nestes casos muito graves, a taxa de sucesso da maturação in vitro é de 17%.

 

                                   Medicação

     No fim da biópsia, o paciente faz analgésico oral. Em casa, durante dois dias, deve fazer 1g de paracetamol de 8/8h.

     Durante 1-2 dias não deve conduzir. Durante 1-2 semanas não deve praticar desportos e deve evitar relações sexuais.

 

                                   Frequência

     A TESE só pode ser repetida passados 6 meses para permitir a recuperação testicular.

 

 

 

Técnica laboratorial da ICSI

 

     Numa placa de cultura, injecta-se, um espermatozóide/espermatídeo em cada ovócito. A microagulha que imobiliza e introduz o espermatozóide no citoplasma ocular tem uma espessura interna de 6 microns.

     A fecundação e o desenvolvimento embrionário ocorrem in vitro numa incubadora como na FIV.

 

                                   Indicações

     → ≥2 ciclos sem implantação;

     → Idade feminina ≥35 anos.

 

                                    Técnica

     Antes da transferência embrionária, abre-se um pequeno orifício (10-15 µm) no invólucro de cada embrião, para facilitar a eclosão.

 

                                   Transplante de citoplasma ou nuclear

     Em casos com má qualidade do citoplasma dos ovócitos após 2 ciclos com défice total de desenvolvimento embrionário e falha de implantação. Exige análise genética das células dos ciclos anteriores para comprovar que não existem anomalias genéticas dos ovócitos.

 

 

 

 

 

Taxas de gravidez na ICSI

 

     → Taxa de fecundação, desenvolvimento embrionário e gravidez: cerca de 10-15%.

     → Espermatozóides (ICSI): como FIV.

     → Espermatídeos redondos (ROSI): 1-3%

     → Espermatídeos em alongamento (ENSI): 13-15%

     → Espermatídeos alongados (ELSI): 19-27%

     → Taxa de gravidez gemelar: como FIV.

 

 

 

     Introduzida em 1992, esta técnica tornou-se o segundo grande marco na história da ciência da Reprodução Humana Assistida, depois do nascimento de Louise Brown, o primeiro bebé nascido com a utilização da FIV.

     É um requinte tecnológico da micromanipulação de gâmetas, semelhante a colocarmos algo dentro de um ovo, sem quebrar a casca.

 

 

 

ICSI Passo A Passo

 

              

Imobilização do espermatozóide

 

 

 

Colocação do espermatozóide na micropipeta pela cauda

 

 

 

Início da injecção do espermatozóide no óvulo

 

 

 

Micropipeta com o espermatozóide totalmente dentro do óvulo

 

 

 

Injecção do espermatozóide e retirada da micropipeta

 

 

 

 Injecção do espermatozóide no ovócito durante uma ICSI

Injecção do espermatozóide no ovócito durante uma ISCI



 Este site foi feito no âmbito de um trabalho de Área de Projecto realizado pelos alunos do 12ºE da Escola Secundária da Sé - Guarda
Última actualização: 18/05/07.