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A Inseminação Artificial (IUI)

 

     A Inseminação Artificial (IUI) é o processo pelo qual se dá a transferência mecânica de espermatozóides, previamente recolhidos e tratados, para o interior do aparelho genital feminino.

 

 

 

 

     A técnica de Inseminação Artificial é muito simples, consistindo, basicamente, na obtenção dos espermatozóides, seja do marido, seja de terceira pessoa. Depois de vários processos de selecção dos espermatozóides, estes estão prontos para ser implantados no corpo da mulher, através da simples colocação no fundo do canal vaginal.

   A utilização de sémen fresco foi abandonada, devido a riscos de reacções inflamatórias e imunológicas.

 

     Esquematicamente ela pode ser realizada segundo duas modalidades:

     Inseminação Artificial Intra-cervical (IC),

     Inseminação Artificial Intra-uterina (IU).

 

 

 

 

 

Indicações femininas

 

     Perturbações psicológicas (vaginismo),

     Muco cervical incompetente,

     Disfunção ovulatória ligeira. Exige trompas e endométrio normais e sémen com qualidade.

 

 

 

Indicações masculinas

 

     Perturbações psicológicas.

     Na azoospermia, em que o testículo não produz espermatozóides nem células precursoras (espermatídeos), a IUI pode ser efectuada com recurso a doação de espermatozóides.

 

 

 

 

Indução do crescimento folicular (estimulação controlada do ovário)

 

     Indução ligeira do crescimento folicular com hormonas por via oral ou por administração subcutânea da hormona FSH em baixas doses.

     O crescimento folicular é monitorizado por análises sanguíneas (estradiol) e ecografias sequenciadas. Geralmente demora 1-2 semanas. Há boa resposta quando 1-3 folículos atingem 17 mm.

 

 

 

Riscos

 

     Síndrome da hiperestimulação do ovário (muito raro).

 

 

 

Indução da maturação ovocitária e da ovulação

 

     Administração da hormona hCG ou LH (injecção única intramuscular) quando os folículos atingem 17 mm.

Colheita dos espermatozóides

 

     Colheita por masturbação, a que se segue a lavagem e purificação dos espermatozóides fecundantes.

     Se o homem não conseguir masturbar-se por motivos psicológicos, a companheira pode ajudá-lo. Se falhar, deve ser dado um sedativo suave. Se a situação não se resolver, pode tentar em casa, desde que o transporte seja efectuado em menos de 30 minutos (com o recipiente contendo o sémen à temperatura de 37ºC: por exemplo, junto ao corpo, envolvido em toalha aquecida).

    

     Em alternativa, dá-se um preservativo especial (não tóxico para os espermatozóides) e o casal tem relações sexuais em casa, sendo o preservativo colocado no contentor estéril e transportado para o centro nas mesmas condições acima descritas. Se tudo falhar, cancela-se o ciclo de IUI e passa-se para microinjecção (ICSI), com obtenção dos espermatozóides por punção aspirativa do epidídimo (MESA) ou do testículo (TESA), sob anestesia troncular.

 

 

 

Preparação dos espermatozóides

 

     O sémen é colocado numa estufa a 37ºC, durante 30 minutos, para o liquefazer (simulação da função vaginal). É depois purificado através de gradientes, por centrifugação, durante 30 minutos, para remover microrganismos, leucócitos, células germinais imaturas e espermatozóides anómalos.

     Esta etapa corresponde à acção natural do muco cervical. De seguida, os espermatozóides purificados são recobertos por um meio de cultura especial, sendo incubados a 37ºC.

    

     Ao fim de 1 hora, recolhem-se os espermatozóides que migraram activamente até à superfície (fracção swim-up), que são os com melhor morfologia e mobilidade. Esta etapa corresponde à acção natural do muco uterino e das trompas de Falópio.

     A fracção swim-up é então colocada num cateter muito fino, mole e não-tóxico, num volume de 0,1-0,2 ml, contendo no mínimo 500.000-1 milhão de espermatozóides hiperactivados. No caso de sémen de dador, descongela-se a amostra e processa-se com acima descrito.

 

 

Inseminação intra-uterina

 

     A introdução dos espermatozóides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) é efectuada num cateter até 36h após a indução da ovulação, sob controlo de uma ecografia.

     Após IUI a mulher terá o repouso de duração 30 minutos, deitada.

     Durante duas semanas evitar relações sexuais, desportos, o trabalho de pé durante horas seguidas e as viagens prolongadas.

     Aumentar as horas de repouso diárias, sentada ou deitada.

     Alimentação equilibrada de 3/3 horas, com 1,5L de água por dia.

    

     Medicação após a IUI deverá ser de antibiótico profilático, ácido fólico (protecção contra defeitos do sistema nervoso do feto).

                                                                                           

 

 

Detecção de gravidez bioquímica

 

     Doseamento sanguíneo da hormona hCG no sangue ao 12-14º dia após IUI (positiva se ≥ 20 U).

 

 

 

Detecção de gravidez clínica

 

     Ecografia que avalia a presença de placenta, líquido amniótico e embrião pós-implantação com batimentos cardíacos à 5-7ª semana da gravidez.

 

 

 

Taxa de gravidez da IUI

 

     14-20%

 

 

 

 

Taxa de gravidez gemelar da IUI

 

     Deve ser nula. Para isso, só se deve efectuar se houver um máximo de 3 folículos dominantes (antes da hCG), com confirmação desse número após a hCG e imediatamente antes da IUI.

 

 

  

Frequência das IUI

 

     Uma vez por mês, três vezes consecutivas (≥ 35 anos de idade) ou uma vez por mês, seis vezes consecutivas (< 35 anos de idade).

 

 

 

     A Inseminação Artificial foi introduzida em Portugal, em 1985, no Porto.

     Nos anos 70 esta técnica foi bastante utilizada por numerosos ginecologistas e várias vezes com indicações não muito precisas, resultando uma taxa de sucesso bastante reduzida (2 a 4%).

 

     Com a chegada da Fertilização in vitro, nos anos 80, esta técnica foi temporariamente abandonada e considerada bastante arcaica.

 

 

 

 

 



 Este site foi feito no âmbito de um trabalho de Área de Projecto realizado pelos alunos do 12ºE da Escola Secundária da Sé - Guarda
Última actualização: 18/05/07.