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Reprodução Medicamente Assistida


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Resumo sobre as Técnicas de RMA

 

Ø      Inseminação artificial ou IUI (Intra-Uterine Insemination):

   Pela inseminação artificial, dá-se a transferência mecânica de espermatozóides, previamente recolhidos, tratados e seleccionados, para o interior do aparelho genital feminino, na altura da ovulação.

   Este tratamento simples permite aumentar as hipóteses de fecundação.

 

Ø      Fertilização in vitro ou IVF (In Vitro Fertilization):

   Esta técnica consiste na recolha de oócitos e de espermatozóides e da sua junção em laboratório. Previamente, administram-se à mulher substâncias que estimulam a produção de oócitos pelos ovários. Seguidamente, um ou mais oócitos são recolhidos, por laparoscopia ou passando uma agulha através da parede vaginal. Só depois os gâmetas masculinos e femininos são misturados. A fecundação ocorre em ambiente extracorporal, numa placa de Petri. O zigoto ou zigotos continuam a ser incumbidos in vitro no mesmo meio em que ocorreu a fecundação, ate que se dê a sua segmentação.

   Na realidade, a técnica IVF-ET (ET = Embryo Transfer ou transferência embrionária) completa-se com a transferência do embrião ou embriões (no estado de 2 a 8 células), para o útero, para que possam implantar e desenvolver.

 

   A IVF-ET foi a primeira metodologia de reprodução medicamente assistida adoptada para casais estéreis, dando origem, em 1978, no Reino Unido, ao nascimento do primeiro bebé concebido fora do corpo da mãe.

 

Ø      Transferência intratubárica de gâmetas ou GIFT (Gamete Intrafallopian Transfer):

   Através da GIFT, os dois tipos de gâmetas (espermatozóides e oócitos, previamente isolados) são transferidos para o interior das trompas de modo a que só aí ocorra a sua fusão. Neste caso, a fecundação tem lugar in vitro.

   A GIFT foi utilizada em seres humanos, pela primeira vez, em 1984.

 

Ø      Transferência intratubárica de zigotos ou ZIFT (Zygote Intrafallopian Transfer):

   Nesta técnica, ambos os tipos de gâmetas são postos em contacto in vitro, em condições apropriadas para a sua fusão. O zigoto ou zigotos resultantes são então transferidos, por laparoscopia, para o interior das trompas.

 

 

 

Ø      Injecção intracitoplasmática de espermatozóides ou ICSI (Intracytoplasmatic Sperm Injection):

   Esta técnica consiste na microinjecçao de um único espermatozóide directamente no citoplasma de um oócito. Seguidamente, o embrião é implantado segundo a mesma técnica utilizada na IVF-ET.

   A ICSI representou um grande passo no tratamento da infertilidade masculina, aquando do seu aparecimento, em 1992.

   Como técnica que permite escolher o espermatozóide a utilizar, é usada numa grande variedade de situações, incluindo baixa contagem de espermatozóides, baixa mobilidade, elevada percentagem de espermatozóides com forma anormal, obstrução ou vasectomia, etc.

   Em muitos casos, a utilização da ICSI implica a obtenção de espermatozóides por via cirúrgica.

 

 

   Para além das técnicas descritas, existem outras técnicas acessórias muito importantes no campo da reprodução assistida.

 

Ø      Diagnóstico pré-implantatório, biópsia de embriões ou PGD (Perimplantation Genetic Diagnosis):

   As técnicas citogenéticas actuais permitem realizar um diagnóstico genético a uma única célula num período tão curto como 4 ou 5 horas (os métodos clássicos, geralmente, requerem 10 a 15 dias e um elevado numero de células).

   O PGD consiste na extracção de um único blastómero de um embrião com 6 ou 8 células, sem danificar (biópsia do embrião) e na sua caracterização cromossómica, antes de o transferir para o útero. Desta forma, pode-se efectuar o rastreio de aneuploidias, doenças resultantes de mutações cromossómicas.

 

Ø      Crioconservação de gâmetas e de embriões:

   A conservação de espermatozóides e embriões excedentários por congelação a baixas temperaturas (geralmente recorrendo a azoto liquido, obtendo-se temperaturas abaixo dos -196ºC) é muito útil, sobretudo em situações de declínio de fertilidade. Em relação aos oócitos, ainda não existe uma técnica de crioconservação clinicamente satisfatória.

 

 

   A aplicação de qualquer técnica de reprodução assistida deve ser precedida de uma avaliação das causas de infertilidade. É importante que ambos os elementos do casal sejam examinados, para que se possa escolher o tratamento mais adequado à situação. Em cerca de 10% dos casos não é possível determinar as causas da infertilidade, mas mesmo nesses casos é ainda possível uma intervenção médica.

   As taxas de sucesso dos tratamentos contra a infertilidade variam de acordo com a técnica utilizada e de acordo com algumas outras condições, tais como a idade da mulher ou a duração da infertilidade anterior ao início do tratamento.

 

 



 Este site foi feito no âmbito de um trabalho de Área de Projecto realizado pelos alunos do 12ºE da Escola Secundária da Sé - Guarda
Última actualização: 18/05/07.